Retirada
do mundo, numa modesta sala de quatro paredes erguidas ao alto, reflicto sobre
o que examino.
Vejo
um lugar despovoado, ouço um infindável silêncio e sinto um vácuo que me toma e
oprime o coração.
Sensação
que me importuna, que me atormenta levando-me à exaustão.
Dissabor
do presente desperta em mim vontade de transcender, de findar essa brecha em
busca de um contentamento incontido.
Na
tentativa de desvendar este mistério percorro todo um caminho desconhecido e
inexplicável, partindo do cognoscível conhecido com o intuito de indagar o
cognoscível desconhecido.
Seduzida
assim por um enigma inteligível, idealizo alcançar o incomensurável júbilo.

