domingo, 22 de julho de 2012


Vínculos

Ao longo da vida estabeleci vários laços de amizade e infelizmente já levei algumas pancadas da vida, já senti medo e dor.
Isto tudo porque nas diversas relações de amizade que tive surge sempre uma grande dificuldade, a dificuldade em perceber se devo estar por perto ou afastar-me.
Sou teimosa e orgulhosa por natureza e não consigo perceber ou acompanhar a metamorfose que se dá nas amizades.
Sou amiga do meu amigo, dou o que tenho e o que não tenho e ainda assim não consigo perceber certas atitudes, palavras e ações.
Não estou a tentar culpar ninguém pelo fato dos vínculos que tive até agora não terem permanecido.
A culpa é minha, aliás toda minha porque dou demais a quem merece pouco…


terça-feira, 17 de julho de 2012



As pessoas apaixonam-se
Os apaixonados , perdoam
E até mesmo os apaixonados raramente esquecem aquilo que perdoam!

quinta-feira, 28 de junho de 2012


No dia dos “disfarces”.

Era uma vez uma Lady pirata que agia sem qualquer regra, em tempo de guerra ou de paz.
Numa das cidades que pretendia saquear, encontrou um ingénuo vendedor de rosas vermelhas.
No meio da folia, a Lady pirata com o seu jeito ousado resolve interpelar o vendedor de rosas, ele acanhado e ao mesmo tempo delicado resolve oferecer-lhe uma das suas belas rosas vermelhas.
Ela apenas com um ligeiro movimento dos lábios e da face sorri com algum agrado.
Depois da folia, a Lady pirata resolve ir em direção ao seu barco com a intenção de partir, mas enquanto preparava as coisas para partir recordava as pessoas que moravam nessa cidade, os sentimentos que lá existiam e no quanto simbolizava uma rosa para todos eles.
A lady pirata não esqueceu o gesto do vendedor e foi isso que a fez mudar de ideias, decidindo ficar na cidade não com o objetivo de a saquear mas de explorar sentimentos que nunca tinha visto nem sentido.



sexta-feira, 15 de junho de 2012



Já li, já ouvi e já escrevi!
Já li e ouvi que quem escreve são aqueles que se encontram num estado sombrio. Eu escrevi e nestas folha vou escrevendo.
Não deixo de concordar com o que li e ouvi, pois por momentos tentei evitar escrever mas não consegui porque estar melancólica não se trata de uma escolha.
Escrever para mim é sinônimo de terapia, pois escrever  funciona como um tratamento para uma doença.
Escrevo para tentar confortar a minha dor, porque nem todo aquele que sofre encontra a sua cura.

sexta-feira, 27 de abril de 2012


Conheço, penso e sinto


Conheci e conheço, e a partir do momento que  conheço começo a pensar.
Penso no que conheci e no que conheço, e a partir daí começo a pensar em sentir.
Sinto  algo pelo que conheço e vou pensando no sentir que sinto.
Sinto pelo que penso e penso pelo que sinto e por isso pensar é sentir e sentir é pensar!



sexta-feira, 23 de março de 2012





Cansaço

 Situada no meio de um mundo em luta armada, onde todos estão contra todos, sinto-me incomodada por um cansaço insuportável. 
 Todos os meus sentidos encontram-se em em vias de ou até mesmo arruinados, logo não exercem correctamente as suas funções por estarem a ser suspensos por todo um cansaço abominável.
 Cansaço esse que me aniquila por completo, que me leva a uma exaustão mental e física.
 Sufocada assim por um cansaço que me reduz a nada, encontro-me num estado de óbito aparente.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Sou o que não sou.
 Sinto-me perdida no que sou, no que não sou, no que procuro ser e no que não quero ser.
 Finjo e mostro o que não existe, olho-me e olham-me e o que vêem é pura ilusão, algo fictício e nada verídico simplesmente vêem um ser que não sou.
 O que na verdade existe prefiro ignorar existir, apenas finjo que nada existe.
 Vivo com medo do medo, medo de enfrentar a verdade porque penso que a única forma de ser feliz é fugir de todos os problemas. Todos os problemas permanecem no meu interior como se tivessem sido esquecidos mas, eles continuam bem presentes e são eles o molde do ser que não sou.
 Tenho consciência que sou eu sempre que dou conta que não sou eu,  no fundo não sou má pessoa, não finjo por maldade apenas finjo para esconder a minha verdade. 
 Em conclusão este fingimento não é maléfico para ninguém a não ser para mim, sei o que sou, não quero nem consigo é mostrar quem sou.